"Gostei de ver", hoje, Domingo, 7 de Agosto, pelas 15h30 em plena marginal norte o Comboio Turístico atrás do carro do lixo que, em segunda fila, fazia esperar todo o trânsito enquanto os funcionários afectos ao serviço procediam à recolha do lixo dos contentores colocados nas transversais à marginal. Enquanto isso acontecia, e demora sempre uns segundos a cada paragem - e são várias ao longo da marginal -, os turistas no comboio tiveram de tapar o nariz. Era de bom tom a entidade que gere o Comboio Turístico disponibilizar umas mascaras de oxigénio para quando isso acontecesse.
Só para dizer que, desde meados do mês transacto, o monumento à mulher da Nazaré situado no Largo dos Cedros está todo muito bem arranjadinho. Já não era sem tempo. Já tem água limpa, as figuras estão lá todas, mas... mas, o repuxo não está em funcionamento. Ora bolas, tinha de haver um "mas"!
Estou a gostar de ver a "Nazaré à Noite". Está viva, embora não pareça, e até se recomenda a todos os casalinhos que queiram vir passear depois do jantar ou mesmo fora d'horas. Os candeeiros que estão em blackout são tantos e em tantas zonas importantes da vila que mais parece um convite para todos os que queiram vir sentir o que é andar à média luz. É como que uma continuação de um jantar romântico à luz da vela!
Não acham que depois de mais de seis meses de obras, tendo sido ultrapassado o tempo previsto para a construção, o viaduto da E.N.242 sobre o Rio Alcoa, que veio substituir a velhinha Ponte da Barca e que liga aquela estrada à entrada sul da Nazaré e à variante com o mesmo nome [242], construída pelo grupo Lena, pelo menos, merecia um asfalto de melhores condições? É que, mesmo a 90, 70 e a 50 km/h - velocidades obrigatórias no local - se notam todas as irregularidades do piso que não está, desde o inicio, nas melhores condições.
Por falar em entrada sul da Nazaré - cada vez aprecio mais o smell da ETAR. Pavlov usava uma sineta para fazer as suas experiências com os cães, a CMN usa o fedor da ETAR para sinalizar a entrada na Nazaré. Assim dispensam-se as placas - pelo cheiro já sabes onde estás!
Por fim estão a terminar a reparação de um abatimento de estrada que em Fevereiro aconteceu na via que liga a Cela Nova à Cela Velha, Alcobaça. Esteve mal sinalizado durante todo este tempo tendo em conta a curva e contracurva onde aconteceu o abatimento já perto [a cerca de 1km] da Cela Nova na sentido inverso (descendente).
E, por falar em estradas, o estacionamento da Nazaré... não me merece mais comentários além duma palavra para o definir, que também se aplica ao trânsito - Caótico!
Do lixo amontoado e mal acondicionado a qualquer hora pelos munícipes e residentes temporários da Nazaré, desse nem se fala. A CMN não estando a prestar o melhor serviço neste momento, como aliás reconhece - e não é agora que vai inovar, há muito o devia ter feito -, não pode fazer mais! Por favor, não sejam porquinhos, está bem?!
Facho, S. Martinho do Porto, de onde se tem uma vista magnifica sobre o litoral, tanto a norte, como a sul daquele ponto. Dali vê-se, também, a Nazaré, mais a Norte, ao longe, linda, silenciosa, numa calmaria desconcertante. Contudo, sabemos que isso não é verdade! A Nazaré não é uma calmaria, não é silenciosa... mas, contínua a ser linda...!
Cada localidade tem a sua marginal, mesmo que não haja mar, rio, lago ou mesmo um charco! Entendo por marginal, neste caso, colocando o significado simbólico à frente do próprio “objecto contextualizado”, aquela rua, avenida, largo ou espaço, onde as pessoas se encontram logo pela manhã ou ao final da tarde para andar ou fazer exercício físico mais afincadamente, o chamado jogging. Há quem aproveite para pôr a conversa em dia enquanto se exercita. Nos melhores dias vêm-se como caracóis a sair da casca até bem perto da meia-noite… e não é para beber uns copos! Nesses dias trazem os filhos a pé, de bicicleta, ou mesmo ainda bebés nos respectivos carrinhos. Há falta de uma paisagem tipicamente marítima, com tudo o que isso possa envolver, incluindo os sentidos de cada um, encontra-se por aí localidades em que a “marginal” pode ser aquele espaço com uma paisagem que pode ser verde, urbana, ou mista. Um bom exemplo deste tipo de ”marginal” é a Av. P. Inácio Antunes na Benedita, onde os mais de mil e quinhentos metros de extensão fazem as delícias de quem para lá vai gastar sola, gordura, tempo e transpirar muito. Agora, identifique a marginal que pode haver na sua terra e bons passeios, ou um bom treino se for caso disso. Divirtam-se!
Mais uma vez andamos a sofrer as consequências da porcaria que enviam do concelho de Alcobaça via Rio Alcoa. Depois admiram-se porque nos tiram a bandeira azul. O certo é que as praias do concelho vizinho nada sofrem com isso e, se por ventura não têm a bandeira azul, como é habitual, a culpa não é nossa. Já o inverso é uma verdade. Quem de direito, devia fazer alguma coisa para que imagens como estas [Domingo, 18 de Abril de 2010] não voltem a repetir-se muitas vezes, até porque para se perder a Bandeira Azul basta uma análise negativa e para se ganhar de novo dá um trabalhão enorme.